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Saidinha da casca

O blog pessoal de uma aprendiz da vida. Espaço de partilha de devaneios, teorias sensacionalistas, gostos, ideias, curiosidades e opiniões pertinentes sobre tudo, nada e mais um pouco.

Saidinha da casca

O blog pessoal de uma aprendiz da vida. Espaço de partilha de devaneios, teorias sensacionalistas, gostos, ideias, curiosidades e opiniões pertinentes sobre tudo, nada e mais um pouco.

Look de Natal

Todos os anos compro alguma peça de roupa nova para usar no dia de Natal, não tem de ser um outfit inteiro, pode ser só mesmo uma peça, normalmente uma camisola, já que como uso sempre jeans e são todos tão iguais nem dá para notar muito a diferença. Quando era pequenina era tradição comprar tudo novo, também acho que os miúdos estando sempre a crescer acabam por precisar sempre de mais roupa e calhava de aproveitar a quadra festiva para estrear no dia de Natal, principalmente porque ia sempre à missa e especialmente nessa celebração iam todos muito janotas.

 

Estava a precisar de um casaco novo, mais quente, em azul marinho e assim que vi este da Salsa foi amor à primeira vista, o corte é simples mas bonito e é cintado atrás por isso veste mesmo muito bem. Mais ainda estava necessitada de camisolas quentinhas e a ocasião para a compra desta proporcionou-se. É que na compra do casaco ganhei um vale de 20€ para descontar até à véspera de Natal e no dia em que andava a vaguear pela loja online para escolher a peça onde usar o voucher apanhei o último dia de promoção em alguns artigos. Como me registei no site para a compra online as entregas foram gratuitas. O que não pode faltar mesmo é o meu reabastecimento de bijuterias e por isso passei no outlet da Parfois e comprei também um colar e um anel por mais de metade do preço.

Presentes de Natal para a família e arredores

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Esta semana fui às compras com algumas colegas. Eu ia muito descansadinha da vidinha toda contente por ir ver as montras antes de entrar de férias. As minhas companhias tinham outro propósitos, o de despachar a lista de presentes para amigos e família.

 

Eu nunca comprei um presente de Natal para ninguém, nunca. Na minha família não há muita tradição de troca de presentes entre os adultos elas refletem-se sempre nos filhos dos outros, todos dizem a lengalenga "não quero nada, não preciso de nada", eu e os os meus primos mais novos, já adolescentes, incluímo-nos no "não preciso de nada". Ao longo do ano vou tendo o que preciso e já não sou criança, não espero pelo Natal para receber nada com que andasse a sonhar, nem faço questão em nenhuma prenda em particular. A filosofia da minha família é a do para quê gastar pouco dinheiro, 5 ou 10 euros, para oferecer uma lembrança a cada pessoa que vai ser retribuída com outra pequena lembrança quando podíamos poupar esse dinheiro e comprar algo para nós, essa acaba por ser a prenda, poupar para gastar no que queremos. A campeã das ofertas na família é a minha avó e por associação o meu avô que a deixa dar-mos tudo o que ela quer. Todos os anos, mas todos, os filhos e netos são corridos a pijamas, para mim e para os meus primos vem a mais uma nota e uma caixa de bombons. De resto a única troca de presentes é de padrinhos, tios e pais para afilhados, sobrinhos e filhos. Não há trocas de presentes entre a minha mãe e o meu tio e o primo dos dois, nem sequer com os dois filhos dele (deixamo-nos disso há uns anos) e eles que são meus primos em segundo grau até são família bem próxima. E eu tenho vindo a falar de adultos sem me incluir nesta categoria apesar de teoricamente já o ser, no Natal como continuo a receber presentes ainda me considero entre os dois mundos. Isto não quer dizer que não gostemos uns dos outros, damo-nos todos muito bem, nem que sejamos todos uns forretas, por exemplo, do meu padrinho recebo sempre ou dinheiro ou um perfume de marca e uma caixa de bombons. Apenas permite que eu e os meus primos recebamos menos coisas mas melhores, porque o orçamento de presentes vem canalizado só para nós os três.

 

Hoje podia ter sido um bom dia

Esta segunda feira prometia um grande final, com um toque de comédia. Hoje estava marcada a apresentação do mais recente livro do Ricardo Araújo Pereira, "A Doença, o Sofrimento e a Morte entram num bar-uma espécie de manual de escrita humorística" na Universidade de Coimbra.

Às 18h em ponto estava eu à porta do anfiteatro com um mar de gente pela frente. De acordo com a tipicalidade portuguesa só cerca de uma hora depois veio o Ricardo. Passou por entre todos os que o esperavam, e quando estava rente a mim dirigiu um "boa tarde" antes de seguir caminho com alguma dificuldade. Eu já tinha a ideia que o homem era alto mas dizer isto é um eufemismo, ele é um autentico poste, deve medir muito perto dos dois metros, destacava-se bem na multidão. E acabou por aqui a minha presença no evento. O anfiteatro ficou completamente cheio muito antes de eu ter tido hipóteses de chegar perto da porta.

O Ricardo é uma personalidade que atrai um grande público, já seria de esperar muita afluência, dado também a ampla divulgação do evento, o problema é que no anfiteatro escolhido não havia mais de cerca de oitenta lugares. A Universidade claramente não teve capacidades de organização à altura da situação. Não é por ser uma apresentação de um livro que tem que ocorrer exclusivamente na Faculdade de Letras se outras faculdades têm anfiteatros maiores com capacidade para comportar o dobro das pessoas. Acabei o primeiro dia da semana com uma desilusão destas em cima.

 

Pelo menos já me livrei da minha constipação meteórica, estou como nova.

É o que dá ser gabarolas

A única coisa de que não me posso queixar no inverno é de problemas de saúde, das constipações às gripes que andam à solta nesta altura do ano nada me pega. Tenho um sistema imunitário quase à prova de bala. A garganta inflamada que para muitos é o presságio de semanas ou até meses de febre, antibióticos e dias de cama em mim traduz-se no nariz entupido ou a pingar e trios de espirros sucessivos (quase sempre espirro a triplicar). No máximo dos máximos estes sintomas desaparecem em duas semanas, e pronto estou aviada para o resto do ano, a minha constipação é isto. Seria de esperar pior, tendo em conta que até sou sensível ás mudanças de temperatura. Quando viajo entre Coimbra e o Porto fico com dor de garganta mas só durante a manhã do dia seguinte, à tarde já tendo passado facilmente me esqueço que tive alguma coisa. Este domingo, estava no sofá ao lado do outro onde o meu gato dormia, e ouvia a sua respiração profunda, com dificuldade, a ressonar levemente, aparentava estar de nariz entupido. Pensei, coitado, até o bicho sofre mais com o inverno do que eu.

 

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Claro que isto de quase não ficar doente é motivo de regozijo da minha parte. Gosto de despertar a inveja em quem me diz para ter cuidado porque está para chocar alguma e eu simplesmente irrelevo porque sei que não me afeta. Já perdi a conta ao número de vezes, este ano, que disse que nesta altura raramente ficava doente e nem previa ficar. Eu devia era ter estado calada. Já há dois anos que o inverno passava por mim sem deixar mazelas, este ano pronunciou-se. Toma lá que é para aprenderes! Quando cheguei a Coimbra estava muito bem, como sempre, ontem de manhã comecei a ficar com uma narina semi entupida, depois do almoço passei a compor sinfonias de espirros e a meio da tarde já snifava o pacote de lenços de menta que ia sendo esvaziado.

 

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Com muitas bebidas quentes, chá, café, cappuccino, pode ser que a coisa vá ao sítio e desapareça, como é típico, num ápice. Já aprendi a lição, não devo falar antes de tempo.

 

Conversas alheias

Acordar para enfrentar uma segunda-feira com um longo dia pela frente é mau, ouvir o afrontamento que me chegou aos ouvidos é ainda pior.

- Esta semana passa rápido, são só três dias. Esta e a próxima.

- E estudar?

- Estudar? Ha ha ha ha, estudar...

E eu que em duas semanas tenho dois trabalhos e um teste com um molho de folhas para estudar da grossura de dois dedos, nem quero imaginar como seria se as quintas não fossem feriado.

Um jantar de arromba

Ontem fui convidada para um jantar no qual os convidados pediram à anfitriã para postar em evento no Facebook, foi alegado que assim seria mais fácil de combinar (WHAT!?). Uma reunião tão informal de pessoas para o simples propósito de alimentação e convívio não exige estas condições. Não é requerido grande planeamento para um grupo de menos de uma dúzia de pessoas, todas a viver próximas e a encontrar-se frequentemente. Quanto muito o uso do telemóvel seria uma alternativa mais direta e rápida. Com as redes sociais já nada é o que era, até para comer é preciso complicar.

As diferentes construções da amizade

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Eu sempre soube que quando fosse pela primeira vez para a universidade ia sozinha, não estava à espera de encontrar sequer uma cara familiar, e assim foi. Tinha consciência de que a primeira semana seria a mais importante para começar a cimentar novas amizades na mesma situação que eu, pessoas sozinhas, longe de casa e perdidas. Não sei dizer ao certo como comecei, no ano de caloira, as amizades que tenho em Coimbra. Foi quase como coisa de crianças que se encontram frente a frente e depois de uns segundos decidem ser amigos e brincar juntos, às vezes ainda antes de saberem os nomes uns dos outros. Foi assim que tudo aconteceu, fluiu tudo tão naturalmente, o que é raro, porque há medida que crescemos vamos escolhendo o tipo de interações a ter com pessoas selecionadas quase a dedo. Se foram as circunstâncias, espírito académico ou simplesmente essência das pessoas nunca saberei. Sem querer entrar aqui em grande debate do assunto, em parte atribuo um bocadinho da culpa às praxes, porque digam o que disserem nada é melhor para aproximar os caloiros do que falar mal de quem nos manda pôr de quatro.

 

É claro que as amizades antigas não estavam perdidas. Quando passava os fins de semana na terrinha ia falando com amigos e colegas que encontrava ao acaso nos locais que frequentávamos habitualmente, trocávamos impressões de como estava a correr a nova vida. Com as minhas amigas mais próximas tínhamos a promessa explícita de nos irmos falando, mesmo que pouco, mesmo que ao longe. Era um compromisso feito com a melhor das intenções, cheio de vontade, mas a vida está sempre no meio dos nosso planos. Atarefados passamos a ir menos a casa, quando vamos é para repousar da semana e por vezes nem isso se consegue fazer tal o atulhamento de trabalho. Os amigos são vistos com menos frequência e perdemos o contacto simplesmente por força das circunstâncias. Muitas vezes surge o desejo de retomar o contacto, mas o constrangimento causado pela passagem de tempo impede-nos de tomar qualquer ação, mesmo que este sentimento impulsionado pela saudade seja mútuo. Os caminhos da vida alongam-se cada vez mais, ao percorrê-lo tornámo-nos noutras pessoas, há o medo de aqueles que outrora conhecemos não sejam mais os mesmos. De certa forma, esta constatação pode assombrar as nossas memórias mais felizes de momentos vividos em conjunto. A mim custa-me bastante arriscar no campo do retomar da amizade. Está na altura de me expor mais, acredito que à medida que avançamos na vida adulta se torne cada vez mais difícil fazer e manter amizades, por isso resta-nos conservar aquelas que ainda temos, mesmo que tenuamente. Este ano, logo no segundo dia de aulas, encontrei um amigo com o qual já não tinha contacto há alguns anos, a troca de palavras foi breve mas no mesmo registo de sempre, como se o tempo não tivesse interferido, não houve nenhuma estranheza, a amizade continua presente.  

 

1 ano de Saidinha da casca

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Faz hoje precisamente um ano que tudo começou. No início não sabia muito bem o que era bloggar e,... bem agora também ainda não sei. Este espaço é um bebezinho na blogosfera, há por aí muitos blogs a completar uma década ou perto disso. Mas para mim o blog é um espaço de partilha de tudo o que me dá na telha, opiniões, críticas, situações pessoais, desabafos, ... e espero conseguir mantê-lo vivo até me continuar a dar prazer aqui escrever. Obrigada à equipa Sapo que tão bem me soube acolher e a todos os que passam por este cantinho, e aqui despendem alguns minutos do seu tempo, afinal um blog só funciona devido aos que estão desse lado.

 

O Trump pôs os americanos a descoberto

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O Donald Trump é o presidente dos Estados Unidos da América, o Dona..., não, WTF. Não, eu ainda não acredito. Ainda estou à espera que  Hillary faça como o Costa e arranje um estratagema qualquer para ascender ao cargo presidencial mesmo sem ter sido eleita.Bem isto também depende do ponto de vista é verdade que o Trump venceu por esmagadora maioria pelo sistema americano, se fosse em Portugal Hilary seria presidente. Confuso? Pois é o sistema eleitoral americano. Os estados com maior população são mais decisivos, podem eleger um maior número de delegados. Quem obtiver mais de metade dos representantes, que constitui o colégio eleitoral, vence as eleições. A Hillary teve maior número de votos eleitorais do que o Trump, no nosso país estava ganho, mas nas terras para lá do oceano como a candidata venceu nos estados mais pequenos, elegeu menos representantes, não chegando à metade mínima necessária para vencer.

 

Quando foi anunciado que o Trump seria um dos candidatos à presidência dos EUA o mundo não o levou a sério, era só mais uma excentricidade de multimilionário com uma janela nos mídia. Esta abertura permitiu-o chegar a milhões de americanos. A intenção não era de todo promovê-lo como candidato político, era mais noticiar o descabimento das ideologias daquele homem. Trump sempre foi notícia pelos piores motivos, pelos discursos racistas, xenófobos e misóginos que compunham a sua campanha. Como poderia alguém votar nesta ave rara.

 

Quando a gula ataca

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Passei a noite de quarta-feira com fortes e específicos desejos de brigadeiros. E quando fico com uma ideia na cabeça não há quem ma tire. Avisei a minha mãe para comprar todos os ingredientes que precisava para fazer estas bombas pecaminosas, cheguei a casa na sexta e ainda faltava um (ainda não foi desta), tive de ir às compras no dia seguinte. Fiz cobertos com coco e granulado de chocolate, ficaram lindos e tãooo bons. A espera foi longa mas saciei-me o fim de semana todinho, acabaram mesmo hoje enquanto via o fim da novela (do Pedro Dias, claro!).