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Saidinha da casca

O blog pessoal de uma aprendiz da vida. Espaço de partilha de devaneios, teorias sensacionalistas, gostos, ideias, curiosidades e opiniões pertinentes sobre tudo, nada e mais um pouco.

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Abomino os reality shows

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Eu odeio, simplesmente odeio os reality shows da TVI, não há coisa que mais abomine na televisão portuguesa. Com o passar dos anos as minhas preferências foram-se voltando para o canal vizinho ou tv cabo. Mas há coisas das quais não se consegue fugir. Durante a semana a internet andou tremida, no fim de semana levo com tudo o que perdi nos últimos dias. Isso inclui as notícias e alguns posts que li no Sapo sobre Secret story.

 

Já vi aquele vídeo da apresentação do concorrente que é líder da JSD do Marco de Canaveses. Em jeito de parênteses, realmente é cá com cada personagem que não admira que a pipoca meta o Marco à baila de cada vez que pretenda satirizar alguma coisa. Diz o jovem (não sei sequer o nome do dito cujo, tal a sua relevância) que a sua intenção é quebrar o estereotipo do tipo de concorrentes destes programas. O rapaz mal abriu a boca e a coisa deixou de abonar muito em seu favor. A coisa mais flagrante é não saber de que se trata a sua licenciatura, um aluno de décimo ano sabe de certeza. Filosofia não é acerca das pessoas (passou a saída de psicologia na autoestrada da vida), é acerca de problemáticas, de levantar questões sendo que muitas delas não têm resposta, o que inclui as dúvidas existenciais, ensina a pensar logicamente e a argumentar. Plim, na ignorância já foi marcado o visto, com o tempo se calhar virão os outros pontos da check list, eu não vou ficar para ver.

 

Só gostei de ver a primeira edição da Casa com a Júlia Pinheiro, era um programa divertido, com pessoas normais e reais, não é esta escumalha de agora (podem se safar alguns mas esta é a fotografia geral com que fico). Onde é que vão desencantar esta gente? Jovens "nem-nem", que na casa dos vinte anos nem estudam, nem trabalham, o seu objetivo de vida é a fama, nem que dure cinco minutos. Para chegarem ao prolongamento estes "jogadores" tentam formar duplas, os "casais", para enganar o povo a tentar deixá-los juntos até ao fim, fazendo-os acreditar numa encenação de romance. Querem ganhar dinheiro, receber convites variados e prendas, ser adorados e aclamados como verdadeiras celebridades, só por existirem. Quando a fonte seca é vê-los a viver aspirando as migalhas largadas pela TVI, em busca de novos programas, de cargos de comentadores (participar num reality show não é um desporto, é ridículo vê-los a falar em táticas de jogo), de entrevistas.

 

Outra coisa que me deram a perceber foi que o programa já não dava desde 2014, a sério? É que nem dei por nada, não me fez falta nenhuma, também porque pelo meio houve mais programas da Teresa Guilherme, cada um pior que o outro. Eu digo que os reality shows são dela porque é esta tia que formata tudo onde mexe para a mesma merda (e para eu usar um palavrão, ui ui). É que quando não é na televisão é nas revistas. Quando a coisa entre os "casais" dá para o torto é um lavar de roupa suja pública, numa troca troca de parceiros, acusações e DSTs. Não há capa de publicação que não traga nem que seja no cantinho, ali ao lado do final da temporada 28ª da Única Mulher, uma qualquer polémica do(a) ex-SS tal.   

 

Mas se este tipo de programa existe é porque tem público, cada vez menos pelo que me parece, mas o suficiente para ter sucessivas edições. Há vários tipos de espetadores deste tipo de programas. Eu sou extrema, digo que não vejo, não gosto e não vejo m-e-s-m-o. Não é como uns e outros que têm vergonha de admitir que vêm, dizem mal e " que nem pensar", mas depois sabem de tudo, até à cor das cuecas do machão que fez sexo com duas gajas na mesma noite. Outros admitem orgulhosamente que vêm, acham piada à estupidez alheia e era isso ou deprimir pelo estado para que esta geração avança, afinal também têm que se entreter com alguma coisa.

 

Ontem caiu-me a ficha, "isto só vai acabar no ano novo". Isto significa discussões no final do ano velho e inicio do ano novo pelo comando.