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Saidinha da casca

O blog pessoal de uma aprendiz da vida. Espaço de partilha de devaneios, teorias sensacionalistas, gostos, ideias, curiosidades e opiniões pertinentes sobre tudo, nada e mais um pouco.

Saidinha da casca

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O preço da cultura

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Eu gosto de ler. Nem sempre assim foi, o primeiro livro que li sem ser para fins escolares foi no nono ano, "Como água para chocolate" de Laura Esquivel, depois fui adquirindo o gosto. Agora nestes últimos anos só tenho comprado um por ano, em média, normalmente destinado a ler nas férias de verão. Isto não é por falta de tempo, é mesmo porque os livros são caros. Os mais baratinhos rondam os 12€, sem ter em consideração os descontos e promoções, chegam muito perto dos 20€ quando acabadinhos de sair. É caro para uma experiência que só sinto uma vez, nunca leio o mesmo livro de novo, as emoções nunca são as mesmas nem tão fortes quanto as originais. Para quê cultivar um gosto de que não posso sustentar o alimento? Sim há a opção dos e-books que são mais baratos que o livro, mas não é a mesma coisa,  nada substitui o papel. Leio blogues, notícias, revistas, tudo online, tamanha a minha necessidade de estar ao mesmo passo do acontecimento, mas livros são um caso à parte. Ao sentir as páginas a deslizar nos meus dedos estou completamente alheia à tecnologia, que nos dias de hoje é exactamente um dos muitos escapes que preciso. É tocar no único pedaço físico de uma história imaterial, é onde começa outro mundo. Um mundo só meu porque o construo à minha maneira, idealizo cenários, acções, dou cara, corpo e expressões corporais das personagens das histórias que leio. É uma luta entre a vontade de ler na diagonal desde o início da página, até ao final da seguinte, e a de saborear cada palavra e gravá-la na memória. Uma boa opção para ter acesso a livros grátis seriam as bibliotecas, mas infelizmente, na terrinha onde a minha casinha assenta as bibliotecas são poucas, e com pouca oferta (pelo menos deste século). A educação não passa só pela oferta das escolas, as bibliotecas educam a comunidade, sem olhar a quem ou quê. O que é preciso é haver uma maior predisposição a maximizar e aproveitar estes espaços. Depois dizem que os jovens são viciados na internet, também é uma janela para outro mundo, que serve a necessidade e lazer, sempre em constante mudança e, tendo tudo isso em conta, menos dispendiosa.

 

4 comentários

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    A fugitiva 18.06.2016 18:47

    Ah, e o cheiro claro, também adoro. A melhor compra que fiz foi com 50% de desconto, no continente, foi tão inesperado, fiquei tão feliz, procurei-o e não o encontrava por nada, pensei mandar vir pela net.
    A tua frase resume-me "gosto tanto de livros como de os comprar baratos".
    Era o meu sonho ter uma estante cheia. A escola mata muita coisa, gostava mais de ler e era muito mais criativa em criança, quando agora leio o que escrevia nem acredito onde fui buscar aquilo, melhor do que muitos livros infantis.
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    Lady Sophia 19.06.2016 16:14

    Eu estou a trabalhar para ter uma estante cheia. Estante cheia de livros que já li, é sinónimo de mais e mais cultura, liberdade, criatividade para mim. Adoro livros!
    Eu também costumava escrever em criança, mas agora quando vou ler surpreendo-me mas é pela negativa.... coitadinha, eu escrevia sobre E.T.s e não tinha jeito nenhum, não percebia nada do assunto hahahah Agora dá para rir!
    Mas é graças à leitura que hoje posso dizer que escrevo bem, ou pelo menos razoavelmente bem. Em Português, não percebia de Gramática (porque não gostava e achava inútil...), mas quando chegava a respostas longas e composições... Ninguém me parava!
    Gramática e orações subordinadas e mal coordenadas não é comigo, mas que eu escrevo, sim escrevo! Porque leio muito! E isso de ler muito não é à conta de me terem incentivado na escola (até porque nunca li os livros que faziam parte do plano de estudo até ao fim... sentia-me obrigada a fazê-lo, e não conseguia, era um frete!).
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    A fugitiva 19.06.2016 19:19

    Já pensei em procurar alguns textos que fiz em criança e publicar o mais mirabolante, é tão bom saber como eu pensava, o que é que ia na minha cabeça.
    Eu sempre gostei de português pela parte da interpretação, a gramática era só estudar as designações (também sempre odiei as orações) porque as regras aplicava-as naturalmente. É claro que há sempre algum pontapé na gramática.
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