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Saidinha da casca

O blog pessoal de uma aprendiz da vida. Espaço de partilha de devaneios, teorias sensacionalistas, gostos, ideias, curiosidades e opiniões pertinentes sobre tudo, nada e mais um pouco.

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Obras de arte no roupeiro

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 Não sou propriamente fashionista mas adoro manter-me a par das colecções das grandes marcas de moda. Por um promenorzinho, o corte da peça, o estilo, tiro-lhes logo a pinta e sei de que árvore veio o fruto. Aos estilistas não lhes conheço cara ou nome, também não estou a par do mercado de transferências entre grifes.Encaro estas peças de roupa, calçado e acessórios da mesma forma que vejo as pinturas dos mais famoso mestres. Há muita gente podia pintar igual ou melhor? Podia, mas não seria a obra de um Pablo Picasso, Salvador Dali, Gustav Klimt, ou nada que o valha. É arte, é lindo, mas não é para o meu bolso. A importância das marcas como Channel, Louis Vitton, Dior, Versace, Dolce & Gabanna estão no prestigio que lhes é atribuído. A longevidade, que atravessa épocas históricas, o modernismo do passado que hoje se apresenta como intemporalidade, a qualidade, fazem a fama e reconhecimento internacional. Acho os preços exorbitantes, nunca na vida adquiriria um trapinho que me custasse os olhos da cara. Mas os muitos dígitos nestas etiquetas reflectem não só todas estas qualidades como elevam o estatuto de quem as enverga. E cada um sabe de si.

 

Mas a semana passada as manchetes de moda foram feitas PELA carteira (ou mala) mãe de todos os ícones, a mais famosa e provavelmente mais desejada em todo o mundo, a Birkin. Este produto da Hermès homenageia a actriz Jane Birkin.

 

A carteira mais cara do mundo, batendo o seu próprio recorde, é uma Birkin encarnada de pele de crocodilo, datada de 2008, nunca antes usada. Nos seus 35 centímetros comporta 18 quilates de ouro branco e 175 gramas de diamantes. Foi revendida pelo site Privé Porter pela modesta quantia de 263.00€. Haja dinheiro! Até agora ainda estou a bater mal com tanto zero.

 

O preço mínimo de uma Birkin standard, sem os sumptuosos upgrades, são cinco mil euros, compreensível pelo cuidadoso processo de manufactura, é totalmente feita à mão, demora no mínimo 20 horas a confeccionar e ainda pode ser personalizada. Este processo demoroso explica a exclusividade da peça e dificuldade na sua obtenção, há uma lista de espera de mais de um ano.

 

Agora vem a parte mais manhosa da coisa. A carteira já foi comprada com o único propósito da revenda. Foi adquirida por cerca de 141.000€ e em oito anos quase duplicou o valor. Até já foi feito um estudo (aqui a cientista em mim a dar de si) que conclui que, dada a raridade e valorização da peça, comprar uma Birkin é um investimento melhor do que comprar ouro ou investir em ações.

 

Ter uma Birkin não é uma futilidade, é um investimento, que como todos, não está ao alcance de qualquer um.