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Saidinha da casca

O blog pessoal de uma aprendiz da vida. Espaço de partilha de devaneios, teorias sensacionalistas, gostos, ideias, curiosidades e opiniões pertinentes sobre tudo, nada e mais um pouco.

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Os limões nunca mais voltaram a ser só limões

Há dois meses atrás a Internet explodiu com "Lemonade", a autora do atentado é a única e incomparável Beyoncé. Quem não faz ideia do que estou a falar, os habitantes de outro planeta ou grutas obviamente, saiba que se tratou da apresentação do novo disco da cantora, sob a forma de um filme com a duração de uma hora, emitido pela HBO. Por cá foi emitido no passado domingo na TVCine, bastante inacessível à maioria dos portugueses diga-se de passagem. Eu revirei a internet de uma ponta à outra, no dia seguinte à emissão nos EUA, para ver o vídeo completo em boa qualidade, custou mas consegui. Queria ter postado o link, mas no dia seguinte os direitos de autor atacaram e limparam todos os vestígios. O melhorzinho que agora arranjei está aqui.

 

Demorei dias para me recompor da bomba atómica que a Queen B lançou e só tenho isto a dizer...

ver e rever até morrer.gif

 

Nunca nenhum outro músico foi capaz de exercer tamanho poderio sobre as audiências de um canal televisivo, isto é histórico. O impacto foi tanto que rapidamente começaram a circular pelas redes sociais, em especial o Twitter, comentários ao filme acompanhados dos emojis de limões e abelhas (bee`s como a B). Foi o próprio Twitter a mostrar o impacto do "efeito Beyoncé".

 

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Porquê tanto burburinho? Numa hora é nos contada a suposta história da traição de Jay Z. O vídeo foi dividido em onze capítulos “Intuition”, “Denial”, “Anger”, “Apathy”, “Emptiness”, “Accountability”, “Reformation”, “Forgiveness”, “Resurrection”, “Hope” e “Redemption”. Ao contrário do que a temática implica, isto não é um lavar de roupa suja, apesar de muitas partes de letras polémicas. Mas "Lemonade" é tão, mas tão mais do que um drama pessoal. É central a reflexão sobre os comportamentos de gerações de mulheres traídas, a aceitação, perdão e conformação. Numa guerra aberta ao racismo, as vozes mesquinhas que a acusam à anos de rejeitar as suas origens são caladas com o hastear desta enorme bandeira. A participação de mães cujos filhos foram brutalmente assassinados pela polícia põem em foco a violência. É um disco musicalmente muito versátil, contempla raggie, rock, blues.

 

O melhor disto tudo, estava tudo no segredo dos deuses, apenas foram deixadas umas migalhinhas , o anúncio de uma tourné e do trailer que quer que fosse "Lemonade" a ser exibido no canal a cabo.  Ela é mestre e senhora de si, gerindo muito bem a sua imagem pública. Beyoncé sempre foi muito sigilosa no que diz respeito à sua vida privada. E de um momento para o outro lança o álbum mais intimista que alguma vez poderia conceber. A informação é tanta, há tantas respostas, e ainda mais perguntas, que já justifica a criação de cadeiras em universidades por esse mundo fora para excurtinar "Lemonade". Mais uma vez Beyoncé mostra-mos que só é para o público quem ela quer ser. Porque continua a haver subjetividade de interpretações e teorias a serem criadas ao segundo. A pergunta que não quer calar quem é a "Becky with the good hair"?

 

De resto o próprio disco é o maior paradoxo a ficar para a história. Á partida pode ser encarado como uma forma de humilhação e rebaixamento do marido, no entanto ele participa, a discográfica de que é dono é a que possui todos os direitos de tudo o que diga respeito ao disco, o lucro gerado é imenso. O casamento continua firme e hirto. Será que a derradeira fase foi a honestidade e transparência para por tudo atrás das costas.

 

Apesar de "Lemonade" ser ainda muito inacessível aos não americanos foi disponibilizado ontem no youtube o tema "Sorry", parte do terceiro capítulo, a apatia.

 

 

 

  E eu, como é que eu (ainda) fico?

 

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