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Saidinha da casca

O blog pessoal de uma aprendiz da vida. Espaço de partilha de devaneios, teorias sensacionalistas, gostos, ideias, curiosidades e opiniões pertinentes sobre tudo, nada e mais um pouco.

Saidinha da casca

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Parabéns bichano

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O meu gatinho (para mim é sempre gatinho), Caramelo, fez ontem cinco anos. Bem, eu atribuo esta data como a do aniversário, mas na verdade este é o dia em que ele chegou aqui a casa para fazer parte da  família, quando foi resgatado da rua por uma senhora conhecida. Passou o dia na vadiagem, como de costume, só pára em casa para abastecer e lá vai outra vez passear. Ele é um gato, já não brinca, por isso o único "presente" possível é uma comidinha mais especial. Anteontem trouxe um presente aos donos, o fruto da sua caçada, um ratinho, escusado será dizer que não foi muito bem recebido aqui em casa, depois acabou por fugir lá para fora. Fotos só mesmo como esta quando o apanho em casa a dormir.

 

O cão abandonado da minha rua

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Desde que me lembro pela minha pequena rua sempre se passearam muitos animais vadios, foram quase sempre só gatas. Mais recentemente há quatro que todos os anos têm ninhadas, infelizmente (ou não), poucos sobrevivem, há dois meses nasceram seis no total, só um continua por aqui. A estas juntam-se sete cães que andam sempre em matilha. Esta semana apareceu outro, segundo as vizinhas, as senhoras que sabem sempre tudo, o cão foi trazido de carro, numa caixa que foi colocada ao pé do caixote do lixo. Enquanto que os outros vadios o podem ser de nascença, como as muitas gerações de gatos, este foi abandonado, o que custa ainda mais. O cão é lindo, muito bem tratado, limpo e com o pêlo bem aparado, óbvio que agora está mais magro. Nota-se que muito afável, fica todo feliz de ver gente e não é só porque isso significa comida, ele quer mesmo brincar. Eu e outras vizinhas damos os restos de comida aos cães na beira da estrada (por aqui passam poucos carros, quase só os moradores), para os gatos dou num prato posto na parte de trás da casa onde os cães não entram, se não limpavam tudo.

 

Faz-se o que se pode por animais que não são nossos porque também tenho o meu. Um gato muito vadio, faça chuva ou sol nunca pára em casa, anda sempre atrás das gatas (coitadas), ele é pai de meio mundo e só não há por aqui gatos porque ele os expulsa a todos, come como um leão e tomara eu que ele fosse mais caseiro. Ao contrário dele, um dia encontrei uma das gatas, a mais meiguinha, a dormir em cima da cama da minha mãe, mas tudo no maior respeito, foi só em cima do edredão.

 

O que me inquieta é não saber o que leva as pessoas a abandonar os animais? É o tempo de férias? Vão viajar, ou para hotéis, casas alugadas que não permitem animais? Não há ninguém na família que possa tomar conta deles? Eu sei que os gatos requerem menos atenção porque são mais responsáveis pela sua manutenção, nem sequer é preciso levá-los a passear ou a fazer necessidades. Nas férias deixo uma das janelas de trás abertas para ele poder entrar, comer o que quiser e sair, para o treinar foi só apontar-lhe a saída uma vez e bastou. Quando quer vai até à minha tia, na casa da frente, para variar o menu ou dormir no sofá dela.

 

Custa-me aceitar  ser assim tão fácil deixar de gostar de repente do nosso animal a ponto de o abandonar tão levianamente. Ao adoptar estamos a aceitar um compromisso para a vida. Os bichinhos não são peluches, são muito fofinhos quando são pequeninos, mas depois crescem, vão fazendo asneiras, dão trabalho, requerem atenção, dão despesa em alimentação e vacinação, é preciso pensar a longo prazo se há condições para aceitar um novo membro na família. Eles não têm culpa da irresponsabilidade de alguns, na verdade o verdadeiro animal é quem abandona, eles nunca nos deixariam.